segunda-feira, 30 de março de 2009

Próxima parada: Beijing!


Próxima segunda-feira, 6 de março, temos o feriado de Qing Ming, que nada mais é do que a versão do feriado de Finados dos chineses. E para aproveitar o feriado, resolvi passar uns dias em Pequim (ou Beijing, dá no mesmo), para conhecer alguns dos pontos turísticos mais famosos da China - Muralha da China, Cidade Proibida, Parque Olímpico, etc... -. Como é a maneira mais barata de viajar na China, resolvi encarar os 1.200 km que separam Beijing de Shanghai usando os trens chineses.

A aventura começa na compra dos tickets: para ser um sistema igualitário, os tickets só podem ser comprados com um determinado número de dias de antescedência (número esse que muda a toda hora). Então o que acontece toda vez? No primeiro dia antes de qualquer feriado em que se pode comprar um ticket de trem criam-se enormes filas (e como os chineses não são muito fãs de filas, muitas vezes criam-se somente enormes aglomerados de gente) nos locais de compra. Para economizar a viagem e não ter que encarar filas tão grande, fui até uma agência da empresa estatal de trens que fica bem próxima ao meu trabalho. O lugar não é nada demais, é bem parecido com qualquer agência dos correios do Brasil.

Ao chegar lá, às 8h05 da manhã (a agência abria às 8hrs), já estava formada uma confusão sem tamanho dentro da agência, e do lado de fora foi organizada uma fila, que já dobrava a esquina e tinha uns 200 metros. Desisti na hora de comprar o ticket, e apelei para o jeitinho-chinês (nessas horas bem parecido com o brasileiro), e comprei os tickets em uma "agente" de tickets - que nada mais é do que alguém que cobra de você pra encarar a multidão.

Esse é um feriado curto, de 3 dias, então as filas eram grandes mas nada absurdo. Já nos feriados longos, especialmente o ano novo chinês (onde, dependendo da empresa, chega-se a emendar 9 dias seguidos de trabalhos), a coisa fica bem mais feia... O Ano Novo chinês é muitas vezes a única época do ano onde os trabalhadores que migraram de províncias mais distantes para as grandes cidades podem voltar para casa e ver a família, e por isso o país inteiro se desloca nessa época. Ao mesmo tempo, a enorme maioria da população não tem dinheiro para ir de carro ou avião, então a única maneira de ver a família uma vez por ano é comprando o ticket de trem em um único determinado dia do ano. Considere isso em um país com mais de 1,1 bilhão de pessoas, e você pode imaginar o que deve ser essa experiência. Não é difícil encontrar pessoas que passaram mais de 6 ou 8 horas na fila, enfrentaram uma confusão sem tamanho, pessoas empurrando e tudo o mais, para não conseguir comprar o ticket e passar um ano sem ver sua família.

E ponto curioso: a passagem de volta só pode ser comprada no seu destino. Ou seja, você pega o trem, e não sabe se terá tickets disponíveis para a volta!

Bom, meus tickets já estão comprados, depois da viagem mando notícias de como foi.

Abraços!

domingo, 29 de março de 2009

Rugby na China???



Pois é, caros amigos, ontem joguei minha primeira partida de rugby em terras chinesas. Por incrível que pareça, existe rugby na China, e ele é de qualidade...

Encontrei na net, ainda antes de vir pra cá, os Shanghai Crabs. Nos treinos que participei, praticamente o time inteiro é de gringos: mais ou menos metade são ingleses, e o restante, em sua maioria, são australianos, escoceses, irlandeses e outros países com alguma tradição no jogo. Na partida, não sei da onde, mas surgiram uns outros tantos chineses, que já treinavam antes de nós.

Aqui na China é bem comum encontrar chineses altos, com 1,80m ou mais, ao contrário da nossa imagem de chinês baixinho e magro. Então nos times de rugby por aqui acabam tendo uns tipos talentosos, altos e fortes, bons para o jogo. Mas, por outro lado, existem poucos chineses realmente pesados, o que faz com que o jogo daqui seja bem rápido e interessante.

Sobre a partida, sem grandes emoções: na verdade dividiram o time em 2 equipes, com uns 12 de cada lado, e jogamos uma espécie de partida treino. Mas como diz um velho ditado do esporte: em Rugby não existe jogo-treino. Foi muito bem disputado, e uma tarde divertidíssima. A idéia do clube aqui, acima de qualquer outra coisa, é exatamente juntar todo mundo que gosta do esporte e se divertir. Pra isso, tem vários "membros sociais", que entendem do jogo, vão a todos os jogos, vão nas reuniões, mas nunca jogam. Simplesmente estão lá pra tomar cerveja e dar risada.

Enfim, essa foi a parte interessante do final de semana. De resto, só muito frio e trabalho.

Abraço a todos!
Rubão

terça-feira, 24 de março de 2009


Nada como a milenar medicina chinesa para curar os males da vida moderna


Man Wakes Wife From Coma By Biting Her Toes



A Chinese man has successfully broken the 10-year comatose state of his wife by biting her toes.
She had suffered a head injury from an industrial accident and had not shown any signs of movement until one day she suddenly squeezed his wrist.
Zhang Kui, of Shenyang, China, claimed that he had tried everything he could think of to wake his wife and nothing seemed to work.
“I played the radio, sang and talked to her and even tickled her, but nothing worked. I then recalled someone saying that the feet are the home for many nerves. I wondered if I could wake her up by biting her feet,” he told the press.
Zhang would not give up and he bit her toes gently and faithfully every day for 10 years until one day, well, one day, it worked!
His wife of 27 years, Lv Fengshuang, is still unable to speak, but she can move her arms and smile.
“I got goose bumps. It was like a dead person suddenly gripping your hand,” Zhang said.
Zhang hopes that some day soon he will once again hear the voice of the woman he has loved so well and so long.

Fonte

domingo, 22 de março de 2009

Sobre homens e bodes

Sábado, 21hrs, jantar pré-balada. O cara que mora comigo me avisa: "Vou te levar pra comer um kebab". Até aí, nada de novo... Até me lembrar que isso aqui é China. Fomos até um restaurantezinho muçulmano comer um kebab de bode (vide a foto abaixo, mais fotos no Picasa em breve).



Na China temos 2 grandes províncias (Xinjiang e Iner Mongolia) que são bastante diferentes do que imaginamos por chinês. O povo por lá é bem mais parecido com o que conhecemos como turcos e o que não conhecemos como mongóis. O cara aí em cima é um exemplo, mas tem uns bem menos chineses que ele... Boa parte muçulmana (acho que a maioria é muçulmana, mas não achei nada sobre isso... talvez o partido não deixe publicar dados sobre religião, sei lá), música, comida e cultura parecidas com as árabes.

Enfim, o fato é que esses caras não parecem chineses, parecem uma mistura de árabe com chinês, e estão em vários lugares daqui de Shanghai, de Beijing ou qualquer outra grande cidade chinesa. E como não comem porco, podemos achar bons kebabs, normalmente de bode ou carneiro, por preços camaradas.

Abs! Até mais!
Rubão

sexta-feira, 20 de março de 2009

Lições de hoje

Lição 1: Nunca tente comer coxa de frango com pauzinhos. Muito menos sobre a mesa de seu escritório.

Lição 2: Não importa o quão gordurosas tenham sido suas refeições até agora na China, a próxima sempre poderá ser pior.

terça-feira, 17 de março de 2009

Lançando o blog

Salve salve moçada!

Sei que há muito estou devendo isso aqui para vocês, então segue aqui o blog para contar as aventuras aqui do outro lado do mundo.

Começando do começo: O Caminho para a China
Vir para a China não foi exatamente a viagem mais agrádavel que já fiz. Saindo de Guarulhos, peguei um vôo de 11 horas até a África do Sul, onde fiquei por mais 11 horas esperando o vôo seguinte. Aqui foi complicado, porque consegui dormir só umas 2 horas no primeiro vôo, e o fuso horário já começou a pegar. E como estava no saguão do aeroporto, com mochila, carteira e tudo o mais, não tinha muito bem como dormir. Mas tranquilo, passamos por isso também. Uma rápida ligação para o Brasil, só para dizer que estava vivo, e um pequeno lanche: carne de springbook (aquele cervo que sempre vemos os leões caçando na TV, sabe??), seca e defumada. Esse tipo de carne é bem tradicional da África do Sul, como já estava lá e era a coisa mais barata para comer no aeroporto, mandei pra dentro.
De lá peguei mais um vôo, agora de 13 horas, com destino a Hong Kong. Aqui comecei a sentir o que estava fazendo de verdade, quando vi que o avião já estava sobrevoando o Vietnã (aqui começou a cair a ficha...). Mais uma pequena parada de 3 horinhas em Hong Kong, e um curto vôo, de mais 3 horas, até Shanghai. Cheguei são e salvo, com uma puta dor nas costas e um jetlag que levou quase 2 semanas pra passar. O interessante é que, no caminho do aeroporto para a cidade, pequei o Maglev, o trem mais rápido do mundo. Chega a 400 km/h. Como era a noite e rápido demais, não deu pra ver muita coisa...
Na sequência posto mais impressões sobre as primeiras semanas de Shanghai, tudo o que rolou até agora e como está sendo a experiência.
Abraço a todos!
Rubão